Os abates de bovinos, frangos e suínos no Brasil bateram recordes no segundo trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Trimestral de Abate de Animais divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O IBGE registrou 9,15 milhões de bovinos abatidos, um avanço de 6,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a produção de frangos chegou a 1,58 bilhão de cabeças, alta de 3,8%. Os suínos também apresentaram crescimento, com 15,36 milhões de animais processados, o que representa aumento de 5,9%.
Números recordes no trimestre
Além dos principais rebanhos, a pesquisa apontou elevação na aquisição de leite e na produção de ovos, reforçando o desempenho positivo do setor agropecuário brasileiro. O analista Roberto de Andrade destacou que os resultados refletem tanto a maior disponibilidade de animais para abate quanto a demanda sustentada nos mercados interno e externo. Esses indicadores confirmam a capacidade do país de atender a um consumo crescente sem comprometer os estoques.
Fatores por trás do crescimento
A boa oferta de animais e o aquecimento da demanda explicam os avanços observados entre abril e junho. O mercado interno absorveu parte significativa da produção, enquanto as exportações continuaram a contribuir para o escoamento dos excedentes. O IBGE ressalta que o segundo trimestre de 2026 superou os patamares anteriores, consolidando uma trajetória de expansão iniciada em trimestres passados.
Análise do especialista
O recorde nos abates reflete a boa oferta de animais para o abate e a demanda aquecida tanto no mercado interno quanto externo.
Roberto de Andrade
Os dados reforçam a importância do setor para a economia nacional e indicam que a cadeia produtiva de proteínas animais segue em ritmo acelerado. Especialistas acompanham de perto os próximos meses para avaliar se a tendência se mantém até o final do ano.