O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta laranja que amplia o risco de tempestades com chuva intensa, ventos de até 100 km/h e granizo em áreas de sete estados brasileiros a partir desta sexta-feira (18/09/2026). A previsão indica precipitação entre 30 e 60 mm por hora ou até 100 mm em 24 horas, com rajadas fortes que podem comprometer plantações, estruturas e o fornecimento de energia. Os estados afetados são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, com maior severidade prevista para o sábado (19/09/2026) e continuidade no domingo (20/09/2026).
Regiões sob alerta e recomendações
Produtores rurais das áreas mencionadas devem redobrar a atenção, pois as instabilidades atmosféricas antecedem a formação de um ciclone extratropical no litoral gaúcho no domingo. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) monitora a evolução do fenômeno em conjunto com o INMET. Medidas preventivas incluem a revisão de telhados, a proteção de equipamentos agrícolas e a suspensão de atividades ao ar livre durante os períodos de maior intensidade.
As rajadas de vento entre 60 e 100 km/h representam risco adicional de queda de árvores e interrupção de energia elétrica em zonas urbanas e rurais. As autoridades recomendam que a população acompanhe os boletins oficiais e evite deslocamentos desnecessários nos horários de pico das tempestades.
Causas e evolução do sistema
O alerta laranja resulta de um cavado atmosférico combinado ao transporte de ar quente e úmido, condições que favorecem a formação de nuvens de tempestade com potencial para granizo. O sistema deve perder força gradualmente após a passagem do ciclone extratropical, mas a instabilidade persiste até o final do domingo. O INMET reforça que novos avisos podem ser emitidos caso as condições se agravem.
Os sete estados citados concentram grande parte da produção agrícola brasileira, o que aumenta a preocupação com possíveis danos às lavouras em fase de desenvolvimento. O monitoramento contínuo permite ajustes nas estratégias de proteção conforme a evolução das chuvas e dos ventos.