Os Estados Unidos abriram uma cota adicional de até 300 mil toneladas de carne bovina magra com tarifa reduzida, permitindo que exportadores brasileiros ocupem parte do espaço deixado pela redução das compras chinesas. A medida vigora de 1º de setembro a 30 de novembro de 2026 e é dividida em parcelas mensais de 100 mil toneladas. As exportações brasileiras para o mercado americano já registraram crescimento entre janeiro e agosto deste ano.
Detalhes da cota adicional americana
A cota é compartilhada por ordem de chegada e aplica-se especificamente a aparas bovinas magras. A tarifa cai de 26,4% para US$ 0,044 por quilo. Exportadores brasileiros de carne bovina podem aproveitar o benefício para ampliar o volume enviado aos Estados Unidos nos próximos meses.
Motivos da demanda por matéria-prima importada
A China reduziu drasticamente as importações de carne brasileira em 2026. Ao mesmo tempo, a seca e a redução do rebanho nos Estados Unidos diminuíram a disponibilidade interna de gado, elevando a necessidade de matéria-prima importada para produção de carne moída.
Perspectivas para as exportações brasileiras
Com a nova cota, o Brasil tem oportunidade de aumentar o fluxo de vendas para os Estados Unidos no curto prazo. A combinação de menor demanda chinesa e escassez americana de gado cria condições favoráveis para que os exportadores brasileiros ampliem sua participação nesse mercado.