Um estudo conduzido por cientistas da University of California, Davis, em parceria com a American Quarter Horse Association, identificou uma redução de 1,38% na diversidade genética de potros da raça American Quarter Horse nascidos entre 2012 e 2022. A diminuição está associada ao uso intensivo de técnicas de reprodução assistida, como transferência de embriões e produção in vitro, que concentram linhagens maternas de alto valor genético. A análise envolveu dados de DNA de dezenas de milhares de animais registrados nos Estados Unidos e foi apresentada durante a convenção da AQHA em março de 2026.
Metodologia e principais achados
A pesquisa comparou a variabilidade genética entre potros gerados por reprodução assistida e aqueles provenientes de cobertura natural. Os resultados mostraram que o uso de tecnologias como OPU e fertilização in vitro permite que éguas de elite produzam muito mais descendentes do que ocorreria naturalmente. Essa concentração de linhagens reduziu especialmente a diversidade pelo lado materno na população analisada.
Criadores de Quarto de Milha nos Estados Unidos acompanham de perto os dados, pois a raça depende de ampla variabilidade genética para manter saúde e desempenho atlético. A pesquisadora Rebecca Bellone, da UC Davis, destacou que o monitoramento contínuo é essencial para evitar perdas maiores no futuro.
Implicações para criadores e raça
Especialistas recomendam que programas de reprodução equilibrem o uso de tecnologias assistidas com estratégias que preservem a diversidade genética. Medidas incluem limitar o número de descendentes por égua e incentivar cruzamentos com animais de linhagens menos representadas. A American Quarter Horse Association avalia possíveis diretrizes para orientar seus associados sobre o tema.
O estudo reforça a necessidade de acompanhamento genético rigoroso em populações de equinos de alto desempenho. A redução observada, embora moderada, sinaliza um padrão que pode se intensificar caso o manejo reprodutivo não seja ajustado nos próximos anos.