A crise no Estreito de Hormuz ameaça o mercado internacional de fertilizantes e pode elevar os custos da agricultura em diversos países, incluindo o Brasil. Com efeitos já observados desde setembro de 2026, a interrupção parcial do tráfego marítimo na região compromete o fornecimento de ureia, amônia, enxofre e fertilizantes fosfatados durante o plantio da safra 2026/27. Organizações como a FAO e a International Fertilizer Association acompanham de perto os desdobramentos.
Aproximadamente 20% a 30% dos fertilizantes comercializados no mundo passam pelo Golfo Pérsico. A região responde por 30% a 35% da oferta global de ureia e por 49% do comércio internacional de enxofre. Qualquer redução prolongada no fluxo de navios tende a pressionar os preços e gerar disputa por cargas alternativas.
Impactos na agricultura brasileira
O Brasil, como grande importador de fertilizantes, sente os primeiros reflexos da crise por meio de atrasos em embarques e aumento dos fretes. A elevação de custos pode reduzir o uso de nutrientes nas lavouras e afetar a produtividade da safra em curso. Técnicos do setor recomendam planejamento antecipado para minimizar prejuízos.
Reação do mercado global
Países exportadores do Golfo Pérsico buscam rotas alternativas, enquanto importadores globais competem por suprimentos em outras regiões. A International Fertilizer Association registra alta nos preços spot de ureia e MAP/DAP nas últimas semanas. Especialistas alertam que a continuidade da tensão pode comprometer a produção mundial de alimentos.
Monitoramento de organizações internacionais
A FAO mantém diálogo com governos e empresas para avaliar riscos à segurança alimentar. Analistas destacam que o cenário atual exige diversificação de fornecedores e estoques estratégicos. O acompanhamento constante das rotas marítimas permanece essencial para evitar surtos de escassez.