O Programa Monitora Ferrugem RS avança para uma nova fase com a expansão para 100 pontos de coleta em todo o Rio Grande do Sul. A iniciativa, conduzida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação em parceria com Emater/RS-Ascar, UFRGS, UFSM e o Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária, integra inteligência artificial e dados meteorológicos para monitorar a ferrugem asiática da soja durante a safra 2026/2027. Os equipamentos foram instalados em 5 de outubro de 2026, com coletas semanais previstas até 8 de março de 2027.
Expansão do sistema de alerta
A rede de monitoramento agora conta com 11 coletores na região administrativa de Santa Rosa, além de outros pontos distribuídos pelo estado. Lâminas são trocadas todas as segundas-feiras para capturar esporos do fungo Phakopsora pachyrhizi. Análises laboratoriais apoiadas por inteligência artificial processam os dados e os cruzam com informações do Simagro-RS, permitindo previsões mais precisas sobre condições favoráveis à doença.
Parcerias e tecnologia aplicada
Instituições de pesquisa e produtores rurais atuam de forma integrada para melhorar a eficiência do manejo fitossanitário. O sistema prevê o envio futuro de alertas por celular, facilitando decisões rápidas nas lavouras. Essa abordagem combina coleta de campo com modelagem computacional para antecipar riscos e orientar aplicações de defensivos no momento adequado.
A ferrugem asiática pode causar perdas de produtividade de até 90% quando não controlada. O monitoramento contínuo busca reduzir esses impactos e promover práticas mais sustentáveis nas áreas de soja. Produtores do Rio Grande do Sul acompanham os resultados semanais para ajustar estratégias de manejo ao longo da safra.