O mercado de drones agrícolas no Brasil deve movimentar mais de R$ 2 bilhões em 2026, conforme projeções apresentadas durante a Agrishow 2026 em Ribeirão Preto. Modelos com capacidade de até 100 litros conseguem atender até 450 hectares por dia, o que amplia as opções de pulverização e monitoramento no campo. A Associação Brasileira de Aviação Agrícola e especialistas do setor destacam o crescimento acelerado dessa tecnologia.
Empresas do agronegócio investem cada vez mais em equipamentos adaptados às condições brasileiras. O uso de drones permite alcançar áreas de difícil acesso para tratores e aviões, além de oferecer maior precisão nas aplicações.
Complemento à aviação tradicional
Os drones surgem como alternativa que complementa o trabalho já realizado por aviões e tratores. A redução de até 30% no consumo de insumos e o menor risco de contaminação são apontados como vantagens principais. Essa combinação de fatores contribui para a diminuição de custos operacionais nas propriedades rurais.
Benefícios operacionais e ambientais
João Mendes, engenheiro agrônomo, ressalta que a precisão representa o grande diferencial dessa tecnologia. O equipamento também facilita o monitoramento de lavouras em tempo real, permitindo decisões mais rápidas e assertivas. Modelos específicos para o campo brasileiro já estão disponíveis no mercado e atendem diferentes portes de produção.
Os drones vieram para complementar e, em muitos casos, substituir parte do trabalho que antes era feito exclusivamente por aviões e tratores. A precisão é o grande diferencial
João Mendes
Perspectivas para o setor em 2026
A expectativa é que a adoção de drones agrícolas continue a crescer nos próximos anos, impulsionada pela demanda por eficiência e sustentabilidade. Produtores rurais encontram nessa solução uma forma de otimizar recursos sem abrir mão da produtividade. O cenário aponta para uma integração cada vez maior entre diferentes métodos de aplicação no agronegócio nacional.