A intensificação do abate de fêmeas na pecuária brasileira está desacelerando, com queda anual no número de vacas e novilhas enviadas aos frigoríficos pelo sexto mês consecutivo. Os dados da consultoria Agrifatto, baseados em informações do Ministério da Agricultura, mostram que o ciclo de descarte de matrizes perde força em junho de 2026, o que deve reduzir a oferta futura de animais terminados. Unidades sob Serviço de Inspeção Federal registraram menor participação de fêmeas no total abatido, sinalizando uma mudança gradual no ritmo da atividade pecuária.
Dados de abate em junho
Em junho de 2026, foram abatidas 944,81 mil fêmeas, volume 5,2% inferior ao registrado em maio e 12,32% menor que em junho de 2025. O abate de machos atingiu 1,51 milhão de cabeças, com alta de 2,81% ante maio e de 7,91% na comparação anual. O total de bovinos abatidos chegou a 2,46 milhões de cabeças, e a participação de fêmeas no volume geral caiu para 38,43%.
Resultado do semestre
No acumulado de janeiro a junho de 2026, o abate total de bovinos somou 14,35 milhões de cabeças, recuo de 1,5% em relação ao mesmo período de 2025. A desaceleração no envio de fêmeas aos frigoríficos reflete o enfraquecimento do ciclo de descarte, movimento que tende a limitar a disponibilidade de animais prontos para abate nos próximos meses. Analistas de mercado observam que a redução gradual pode influenciar os preços e a dinâmica de oferta ao longo do segundo semestre.
Perspectivas para julho
Especialistas indicam possível aumento pontual da oferta em julho, motivado pela desaceleração dos embarques para a China. Pecuaristas e frigoríficos monitoram de perto esses ajustes, enquanto a consultoria Agrifatto destaca que o ritmo atual de abate de fêmeas já aponta para menor pressão sobre o rebanho de matrizes nos próximos ciclos produtivos.