Agricultura

Alerta no agronegócio: roubos de máquinas agrícolas crescem 37,5% e ameaçam setor produtivo

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O primeiro semestre de 2025 registrou um aumento preocupante de 37,5% nos casos de roubo e furto de maquinário agrícola no Brasil, em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Grupo Tracker, a maior empresa de rastreamento e localização de veículos do país. Esse crescimento reflete as vulnerabilidades enfrentadas pelo agronegócio, um pilar da economia nacional, e destaca a necessidade de medidas mais eficazes para combater a criminalidade no campo.

As pick-ups também foram alvos frequentes, com um incremento de 22,8% nas ocorrências, especialmente os modelos Hilux a diesel. De acordo com Vitor Corrêa, gerente de Comando e Monitoramento do Grupo Tracker, essa escalada está diretamente ligada à expansão do agronegócio. “Com o aumento da frota de máquinas e pick-ups, cresce também a exposição a furtos e roubos. Esses veículos operam em áreas de grande extensão, com baixo monitoramento, o que facilita a ação dos criminosos”, explica Corrêa.

O furto é o crime mais comum nessas regiões, beneficiado por penas mais brandas e maior dificuldade de prova. Corrêa detalha que os criminosos conhecem a rotina das propriedades rurais e frequentemente agem nos fins de semana, quando os trabalhadores se ausentam. “O crime só é percebido na segunda-feira”, observa o gerente, ressaltando como a falta de vigilância constante contribui para o problema.

Após o furto, as máquinas agrícolas, que podem valer mais de seis dígitos, são descaracterizadas com a remoção de placas, adesivos e identificações. Elas são revendidas em estados como Goiás, Paraná, São Paulo e Mato Grosso, e raramente circulam em rodovias, permanecendo em propriedades privadas, o que complica a recuperação pela polícia.

No caso das pick-ups, as motivações são variadas: servem para transporte de cargas e maquinário, têm motores adaptáveis para geradores ou máquinas agrícolas, são valorizadas no mercado ilegal de peças e na clonagem. Muitas são levadas para o Paraguai, onde funcionam como moeda de troca, alerta Corrêa.

Para mitigar esses riscos, o especialista recomenda a combinação de medidas físicas e tecnológicas. Isso inclui dispositivos como travas, cadeados e bloqueadores de combustível, além de portaria 24 horas para controlar acessos e a retirada da bateria das máquinas para inibir uso imediato.

O rastreamento profissional é outra ferramenta essencial, aumentando as chances de recuperação e auxiliando no controle logístico da frota. “No campo, a prevenção é essencial. Quanto mais visível e monitorada for a máquina, menores são as chances de que o criminoso veja aquela propriedade como um alvo fácil”, conclui Corrêa, enfatizando a importância de ações preventivas para proteger o setor.

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