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Bactérias isoladas de flores da macadâmia controlam doenças e reduzem uso de agroquímicos

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Foto: Bernardo Halfed-Vieira
Foto: Bernardo Halfed-Vieira

Pesquisas realizadas entre 2018 e 2024 identificaram as bactérias Serratia ureilytica e Bacillus subtilis como promissoras no controle biológico de doenças da parte aérea da macadâmia, como a queima dos racemos e a podridão do tronco. O trabalho, conduzido por doutorandos da Unesp em parceria com a Embrapa Meio Ambiente e a QueenNut, aponta para o desenvolvimento de bioinsumos que podem substituir agroquímicos nas principais regiões produtoras do país. Os resultados abrem caminho para sistemas de produção mais sustentáveis e alinhados às exigências de mercados consumidores.

Os estudos começaram com o isolamento de 104 bactérias das flores da macadâmia. Em laboratório, os pesquisadores avaliaram a capacidade desses microrganismos de inibir os fungos patogênicos Cladosporium xanthochromaticum e Lasiodiplodia pseudotheobromae por meio de produção de compostos antifúngicos e competição por nutrientes. Testes posteriores em mudas enxertadas em casa de vegetação confirmaram a eficiência das cepas selecionadas.

Bactérias isoladas de flores mostram alta eficiência

Marcos Abreu, doutorando da Unesp, destacou que a abordagem utiliza microrganismos naturalmente presentes na planta como ferramenta de proteção da própria cultura. A estratégia reduz perdas de produtividade e preserva a longevidade dos pomares, ao mesmo tempo em que atende a demandas por alimentos livres de resíduos químicos.

Alternativa sustentável reduz uso de agroquímicos

Bernardo Halfeld, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, ressaltou os avanços obtidos. Os resultados mostram que microrganismos naturalmente associados à cultura são capazes de reduzir os danos causados por doenças importantes e contribuir para um sistema de produção mais profícuo, resiliente e sustentável.

Os resultados mostram que microrganismos naturalmente associados à cultura são capazes de reduzir os danos causados por doenças importantes e contribuir para um sistema de produção mais profícuo, resiliente e sustentável

Bernardo Halfeld

Com os testes em andamento, a expectativa é que os bioinsumos cheguem ao mercado nos próximos anos, beneficiando produtores de macadâmia em São Paulo e em outras regiões do Brasil. A iniciativa reforça o papel da pesquisa científica na transição para uma agricultura mais resiliente e ambientalmente responsável.

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