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Mercado do boi gordo tem preços firmes no físico e queda nos futuros da B3

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Foto: Divulgação
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O mercado do boi gordo inicia a segunda semana de junho de 2026 com um contraste marcante entre o segmento físico e os contratos futuros negociados na B3. Enquanto a oferta restrita sustenta os preços nas principais praças pecuárias, as cotações dos derivativos recuam diante de preocupações com o uso acelerado da cota chinesa de importação de carne bovina. Pecuaristas mantêm animais em retenção e frigoríficos reduzem o ritmo de compras, resultando em escalas de abate entre seis e oito dias em regiões como São Paulo, Noroeste do Paraná, Triângulo Mineiro e Mato Grosso do Sul.

Segmento físico mantém sustentação

A retenção de bovinos por parte dos pecuaristas limita a disponibilidade de animais prontos para abate, o que preserva os valores praticados no mercado à vista. Consultorias como Agrifatto e Cepea registram movimento comedido nas negociações, com frigoríficos exportadores priorizando escalas curtas para evitar acúmulo de estoques. Esse cenário de oferta controlada contrasta com a expectativa de aumento da produção durante o período seco, que pode pressionar os preços nas próximas semanas.

Futuros na B3 refletem cautela

Os contratos futuros do boi gordo na B3 operam em queda desde o início da semana, influenciados pela utilização de cerca de 80% da cota chinesa de importação. O analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, destaca que o esgotamento precoce dessa cota gera incerteza entre os exportadores e reduz o apetite por novas posições compradas. A volatilidade nos derivativos reflete temores de que uma eventual liberação adicional de volumes possa ampliar a oferta interna e afetar a rentabilidade dos frigoríficos.

Perspectivas para o curto prazo

Especialistas acompanham de perto o comportamento da demanda chinesa e a evolução das escalas de abate nas próximas semanas. A combinação entre oferta restrita no físico e pressão nos futuros exige atenção redobrada de produtores e indústrias para ajustes de estratégia. O mercado permanece atento a qualquer sinal de ampliação da cota ou mudanças no ritmo de exportações que possam alterar o atual equilíbrio.

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