A Bom Futuro desponta como principal candidata à compra da Fazenda Conforto, uma das maiores estruturas de confinamento bovino do Brasil, em transação estimada em R$ 1,2 bilhão. A negociação ganhou força após o Cade rejeitar o pedido de análise pelo rito sumário da operação envolvendo a JBJ Agropecuária e a Fazenda Conforto no início desta semana. Com isso, o processo anterior foi interrompido e a empresa comandada por Eraí Maggi Scheffer passou a liderar as tratativas.
Impasse regulatório altera rumo da negociação
A Fazenda Conforto, localizada em Nova Crixás, no estado de Goiás, pertence à família Negrão e representa um ativo estratégico no segmento de pecuária. A recusa do órgão antitruste em analisar a operação pelo rito simplificado interrompeu o acordo com a JBJ Agropecuária, liderada por José Batista Júnior. Diante desse cenário, a Bom Futuro surge agora como a principal interessada no ativo.
Estratégia de crescimento no setor pecuário
A possível aquisição faz parte do plano de expansão da Bom Futuro no segmento de carne bovina. A empresa busca aumentar sua escala e verticalizar a cadeia produtiva por meio da incorporação de uma das maiores estruturas de confinamento do país. A movimentação reflete o interesse crescente de grandes grupos em consolidar operações no interior de Goiás.
Fontes do mercado indicam que as conversas entre a Bom Futuro e os atuais donos da Fazenda Conforto seguem em andamento. O valor envolvido na transação reforça a importância do ativo para o setor de confinamento bovino. Ainda não há prazo definido para conclusão do negócio.