O Brasil registrou a criação de 85.888 vagas formais de trabalho em abril de 2026, o pior resultado para o mês desde 2020, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 28 de maio, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo positivo surgiu de 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos ao longo do mês. O ministro Luiz Marinho e a subsecretária Paula Montagner apresentaram os números e destacaram que o ritmo de contratações perdeu velocidade em relação aos meses anteriores.
Desempenho por setor
O setor de serviços liderou a geração de postos, com 69.601 vagas abertas. A construção civil apareceu em seguida, com 23.525 novas posições, enquanto a indústria registrou 9.256 admissões líquidas. Em contrapartida, o comércio e a agropecuária fecharam vagas, pressionados pelo endividamento das famílias e pela redução do consumo.
Fatores que influenciaram o resultado
O elevado patamar dos juros no país e os efeitos da guerra no Irã foram apontados como principais responsáveis pela desaceleração. O aumento do custo do crédito reduziu a capacidade de contratação de empresas e limitou o consumo no varejo. Ainda assim, os números acumulados no ano seguem positivos, embora em ritmo mais moderado que o observado em 2025.
Perspectivas para 2026
O ministro Luiz Marinho avaliou que o mercado de trabalho deve manter trajetória de expansão até o fim do ano. Ele ressaltou a necessidade de monitorar os efeitos da política monetária e dos conflitos internacionais sobre a atividade econômica. Os dados de abril reforçam a importância de políticas que sustentem o emprego formal nos próximos meses.
Está havendo um processo de diminuição da velocidade de crescimento (das contratações), mas vai continuar crescendo. Creio que vamos ter mais de um milhão de empregos gerados neste ano.
Luiz Marinho