O Brasil consolidou sua posição como referência mundial em pecuária tropical ao registrar exportações de sêmen bovino superiores a 1 milhão de doses em 2025, com destaque para as raças Nelore e Girolando. O resultado reflete o trabalho coordenado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Embrapa, a Associação Brasileira de Inseminação Artificial e associações de criadores. Esses avanços posicionam o país como fornecedor de genética adaptada a climas quentes, atendendo demandas crescentes por eficiência produtiva.
Avanços em melhoramento genético
Os programas de melhoramento genético conduzidos pela Embrapa e por associações de criadores permitiram a seleção de animais com maior resistência ao calor, aos parasitas e com melhor eficiência alimentar. Avaliações genômicas precisas aceleraram o processo de identificação de exemplares superiores, elevando a qualidade do material genético exportado. Essa base científica sustenta a competitividade brasileira no segmento de inseminação artificial.
Expansão para mercados globais
As doses de sêmen brasileiro chegaram a mais de 30 países em 2025, com ênfase em nações da América Latina, da África e da Ásia. O volume exportado demonstra a aceitação internacional da genética tropical desenvolvida no Brasil. Instituições como o Mapa e a ASBIA atuaram para garantir padrões sanitários e de qualidade exigidos pelos compradores externos.
O Brasil não só produz carne e leite em escala, mas também exporta tecnologia e genética de alto valor. Isso posiciona o país como um dos líderes mundiais em pecuária sustentável e eficiente
presidente da ASBIA
Com o desempenho registrado em 2025, as projeções indicam continuidade do crescimento em 2026. A consolidação de parcerias técnicas e a ampliação de avaliações genômicas devem sustentar o aumento das exportações nos próximos anos. O Brasil mantém assim sua liderança em soluções genéticas para pecuária tropical.