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Brasil pode perder mercado europeu de carnes, leite e ovos por desmatamento

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Desmatamento na Amazônia com gado e produção de carnes, leite e ovos no Brasil
Desmatamento na Amazônia com gado e produção de carnes, leite e ovos no Brasil

O Brasil pode perder o acesso ao mercado europeu para produtos de origem animal, como carnes, ovos, leite e mel, caso não cumpra as exigências de rastreabilidade e controle de desmatamento até o fim de 2025. A Comissão Europeia ampliou o Regulamento de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) para incluir proteínas animais, o que impõe novas obrigações a toda a cadeia produtiva nacional. Produtos oriundos de áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020 ficam automaticamente vetados. O prazo final para adequação é 31 de dezembro de 2025.

Requisitos de rastreabilidade exigidos

A extensão do EUDR determina que toda propriedade fornecedora de ração ou de animais para abate precise apresentar geolocalização precisa. O monitoramento por satélite verificará se não houve desmatamento ilegal ou degradação florestal. Além disso, a rastreabilidade deve cobrir fornecedores indiretos, garantindo que nenhum insumo venha de áreas de risco. Essas regras já valiam para soja e café e agora alcançam o setor de proteínas animais.

Impactos para produtores e governo

Produtores brasileiros terão de investir em sistemas de certificação e tecnologia para atender às novas normas. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acompanha as discussões com a União Europeia e prepara orientações técnicas para o setor. O descumprimento pode resultar em perda de mercado relevante, já que a União Europeia é um dos principais destinos das exportações de proteína animal do país. A adequação a tempo depende da articulação entre governo, produtores e cadeia de suprimentos.

Próximos passos até o prazo

Especialistas recomendam que as propriedades iniciem imediatamente o mapeamento de áreas e o registro de dados georreferenciados. O Mapa deve publicar guias práticos e definir critérios de verificação em parceria com a Comissão Europeia. O cumprimento das exigências preservará o acesso ao mercado europeu e reforçará a imagem de sustentabilidade da produção brasileira.

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