O calor extremo, a seca prolongada e os incêndios florestais estão aumentando a pressão sobre a agricultura europeia, especialmente nos olivais do sul do continente, reduzindo a produtividade das lavouras, comprometendo a qualidade dos frutos e elevando os custos de produção, o que pode resultar em novos aumentos nos preços do azeite de oliva a partir do ciclo 2025/26.
Impactos nos olivais de espanha e grécia
Produtores de azeitonas na Espanha e na Grécia enfrentam perdas significativas desde meados de julho de 2026. A associação agrícola espanhola ASAJA relata que o calor excessivo e a falta de água reduzem a umidade do solo, afetando diretamente o desenvolvimento dos frutos e elevando os gastos com irrigação e prevenção de incêndios.
Milhares de hectares de olivais foram devastados, o que compromete a safra atual e gera preocupação com a qualidade do azeite que chegará ao mercado nos próximos meses. As restrições hídricas impostas em várias regiões agravam ainda mais a situação dos pequenos e médios produtores.
Fatores climáticos por trás da crise
A combinação de calor, seca e vento dobrou o número de dias favoráveis à propagação de incêndios desde 1981, segundo dados da Comissão Europeia. Esse aumento de eventos climáticos extremos reforça a vulnerabilidade estrutural dos olivais mediterrâneos, que dependem de condições mais estáveis para manter a produtividade.
Medidas em discussão na união europeia
A Comissão Europeia acompanha os efeitos sobre a cadeia produtiva e avalia ações de apoio aos agricultores afetados. Especialistas indicam que os custos mais altos de produção podem se refletir nos preços finais do azeite nos próximos ciclos, caso as condições climáticas não melhorem.
Os produtores buscam adaptações como variedades mais resistentes e técnicas de manejo sustentável para enfrentar os desafios crescentes. O cenário atual destaca a necessidade de estratégias de longo prazo para proteger a olivicultura no sul da Europa.