Pecuária

Cavalo Crioulo movimenta R$ 5,36 bilhões e impulsiona economia nacional

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Um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) e pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) revela que a raça Cavalo Crioulo, com um rebanho de 508 mil animais, movimenta R$ 5,36 bilhões anualmente no Brasil. O estudo, intitulado “PIB do Cavalo Crioulo”, destaca que cada equino da raça é responsável por uma média de R$ 10.549,93 em movimentação econômica por ano.

O valor abrange não apenas a comercialização de animais, mas também atividades correlatas como o mercado veterinário, medicamentos, rações, turismo e provas esportivas ligadas à equinocultura. Além disso, o complexo econômico inclui o comércio de indumentárias e serviços, como selarias e ferrageamento, formando uma cadeia produtiva diversificada.

De acordo com a pesquisa, a raça gera 31,3 mil empregos diretos e mais de 130 mil indiretos, beneficiando mais de 160 mil famílias com renda. André Rosa, presidente da ABCCC, enfatizou que esses dados oferecem uma radiografia essencial para planos de expansão, destacando o cavalo como base de empresas lucrativas, ferramenta para tratamento de saúde mental e elemento central no mundo do esporte, além de sua tradição no Sul do Brasil e no trabalho rural.

O estudo aponta que o esporte é o foco principal de 75% dos criatórios de Cavalos Crioulos no país, com provas como Laço Comprido, Doma de Ouro, Freio de Ouro e Morfologia ganhando destaque. Já o trabalho de campo representa 22,56% das finalidades. Gérson de Medeiros, gerente de expansão da ABCCC, observou que o esporte impulsiona a expansão da raça nos estados do Sudeste e Centro-Oeste, graças à adaptação para rodeios, prevendo um avanço consistente nos próximos anos.

As propriedades onde os animais são criados têm, em média, 440 hectares, com 92 hectares destinados à tropa. A maioria dos proprietários (64,95%) está ligada à agricultura, enquanto 22,45% à pecuária. A pesquisa da Esalq/USP indica que 80% da renda gerada e dos animais criados concentram-se no Rio Grande do Sul, com R$ 4,28 bilhões e 412 mil equinos, seguido por Santa Catarina com 33,7 mil animais e Paraná com 31,8 mil.

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