A Região do Cerrado Mineiro certificou 419,9 mil sacas de 60 kg de café com Denominação de Origem na safra 2025/2026. O volume mantém o patamar elevado alcançado nos últimos anos e reforça a presença do produto em mercados internacionais. A certificação foi conduzida pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado em parceria com cooperativas e exportadores credenciados.
Os principais destinos das exportações incluem a Europa, com 68,5% do volume, seguida pela América do Norte, com 22%. Ásia, Oriente Médio e Oceania receberam parcelas menores, de 3,8%, 3,3% e 2,4%, respectivamente. A rastreabilidade chegou a 279 compradores por meio da aplicação de cerca de 10 milhões de selos em embalagens.
Expansão do volume certificado
Cooperativas filiadas como Expocacer, Carpec, monteCCer, Coopadap, Carmocer e Coocacer Araguari, além de exportadores como Cafebras, NKG Stockler, Sucafina, Volcafe, Nucoffee, Dreyfus e Veloso Green Coffee, participaram do processo. A parceria com a illycaffè também contribuiu para ampliar o reconhecimento da origem. O resultado reflete o trabalho conjunto entre produtores, cooperativas e compradores.
Benefícios da denominação de origem
A certificação garante qualidade, transparência, procedência e sustentabilidade do café. Ela funciona como diferencial competitivo em um mercado cada vez mais exigente e ajuda a consolidar a identidade da região tanto no Brasil quanto no exterior. O sistema de rastreabilidade oferece segurança adicional aos compradores.
Há poucos anos, certificávamos cerca de 150 mil sacas por safra. Na safra 2025/2026, chegamos a um volume próximo de 420 mil sacas. Esse avanço demonstra o amadurecimento do sistema e o reconhecimento da origem como diferencial competitivo. É resultado de um trabalho consistente de fortalecimento da Denominação de Origem e da confiança dos produtores, cooperativas e compradores nesse modelo.
Juliano Tarabal
Em um mercado cada vez mais orientado pela qualidade, transparência e sustentabilidade, a certificação de origem representa uma vantagem competitiva para cooperativas, associações e produtores. Ao garantir a procedência do café, ela amplia a confiança dos consumidores e compradores, diferencia o produto no mercado e contribui para o reconhecimento das características únicas de cada região produtora.
Sandra Moraes