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China planeja construir mil centros de distribuição agrícola até 2030

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Foto: REUTERS/Adriano Machado
Foto: REUTERS/Adriano Machado

A China está se preparando para uma ampla reorganização de sua infraestrutura de apoio à agricultura, com foco na expansão de centros de distribuição, depósitos de fertilizantes e unidades de atendimento aos produtores rurais. A iniciativa, liderada pela Federação de Cooperativas de Abastecimento e Comercialização de Toda a China, busca fortalecer a segurança alimentar nacional por meio de melhorias logísticas nas regiões produtoras de grãos. O planejamento abrange o período de 2026 a 2030, com início das obras previsto para este ano.

Expansão da rede de distribuição

O projeto prevê a construção ou modernização de cerca de mil centros distritais de distribuição de insumos agrícolas. Esses locais serão complementados por aproximadamente 100 depósitos estratégicos em nível nacional, destinados a armazenar fertilizantes e outros materiais essenciais. A medida visa reduzir as distâncias entre os estoques e as propriedades rurais, diminuindo riscos logísticos em momentos de alta demanda.

Além disso, haverá ampliação dos centros de serviços agrícolas, com integração de ferramentas digitais para otimizar o atendimento aos produtores. Cooperativas locais participarão ativamente da execução, garantindo que as novas instalações atendam às necessidades específicas de cada distrito com forte participação na produção de grãos.

Metas para a segurança alimentar

A reorganização acompanha o crescimento contínuo da produção de grãos na China e tem como objetivo principal garantir o abastecimento interno. Ao aproximar os insumos das áreas de cultivo, o país espera minimizar perdas e aumentar a eficiência do sistema produtivo.

Implementação gradual a partir de 2026

A execução das obras começará de forma gradual em 2026, priorizando distritos com maior volume de produção agrícola. As cooperativas chinesas atuarão como parceiras na gestão das novas unidades, promovendo o uso de tecnologias digitais para monitoramento e distribuição. Essa abordagem integrada deve contribuir para uma logística mais resiliente nos próximos anos.

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