A produção de lótus vem crescendo em uma colônia japonesa no interior de São Paulo, impulsionada pela demanda para fins ornamentais, culinários e medicinais. Robson Hydeyuki Miyazaki e sua família, junto com outros produtores da região, expandiram o cultivo que antes era limitado ao consumo doméstico. A adaptação de técnicas tradicionais japonesas ao clima e solo locais permitiu o uso de tanques e áreas alagadas para aumentar a escala da plantação.
Expansão do cultivo familiar
O processo começou de forma modesta com mudas trazidas do Japão. Os produtores observaram que a planta se adaptava bem às condições brasileiras e decidiram investir em maior volume. Essa transição gerou renda complementar para as famílias envolvidas e fortaleceu laços comunitários na colônia.
Os tanques alagados foram ajustados para reproduzir o ambiente ideal da planta, combinando conhecimento ancestral com práticas locais. Robson Hydeyuki Miyazaki e seus parentes lideraram as primeiras experiências em maior escala, servindo de referência para vizinhos que também passaram a cultivar lótus.
Valorização em nichos de mercado
A planta encontra demanda crescente em floriculturas, restaurantes de culinária oriental e indústrias de cosméticos e chás. Essa diversificação de usos eleva o valor econômico do produto e abre oportunidades estáveis para os agricultores. A valorização da lótus reforça ainda a identidade cultural japonesa preservada na região.
Meu pai trouxe as primeiras mudas do Japão. No começo era só para consumo da família, mas vimos que havia mercado e começamos a plantar em maior escala
Miyazaki
Com o mercado em expansão, os produtores mantêm o foco na qualidade e na sustentabilidade do cultivo. A colônia japonesa no interior de São Paulo consolida assim uma atividade que une tradição, inovação e geração de renda.