Agricultura

Conab negocia recorde de trigo e arroz em leilões para apoiar produtores do Sul

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou novos leilões de incentivo ao escoamento de trigo e arroz produzidos na região Sul do país, negociando um total de 64,7 mil toneladas de trigo e aproximadamente 16,88 mil toneladas de arroz. Essas operações, conduzidas na quarta-feira (24/12), integram os mecanismos de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), ferramentas essenciais para estabilizar o mercado agrícola nacional.

Os leilões públicos promovidos pela estatal visam mitigar as oscilações na renda dos produtores rurais, garantindo uma remuneração mínima e equilibrando a oferta de produtos. Ao incentivar ou desestimular a produção conforme necessário, essas iniciativas contribuem para a regularidade do abastecimento nacional, refletindo políticas governamentais de apoio ao setor agropecuário em momentos de variação de preços.

No caso do trigo, o volume negociado representou 100% do total ofertado pela Conab, integralmente por meio do Pepro. Essa operação soma-se a uma anterior, realizada na segunda-feira (22/12), quando foram negociadas 170,68 mil toneladas do cereal, elevando o apoio total a 235,38 mil toneladas. De acordo com a companhia, esse montante supera em 36,85 mil toneladas o inicialmente previsto, resultado de deságios nas negociações que permitiram uma expansão do volume apoiado.

Para o arroz, a maior parte do prêmio arrematado foi direcionada diretamente aos agricultores, com 16,75 mil toneladas negociadas via Pepro. Já as indústrias e comerciantes adquiriram 125 toneladas pelo mecanismo de PEP, totalizando 16,88 mil toneladas no leilão. Esse esforço se soma a incentivos anteriores, alcançando um apoio global de 213,15 mil toneladas para o escoamento do grão, incluindo 196,28 mil toneladas garantidas em operações prévias.

Essas ações da Conab destacam o papel do governo federal na regulação do mercado de grãos, especialmente em regiões como o Sul, onde a produção de trigo e arroz é significativa. Ao assegurar remuneração mínima e promover o escoamento, as políticas evitam prejuízos aos produtores e contribuem para a estabilidade econômica do setor, alinhando-se a estratégias mais amplas de segurança alimentar e desenvolvimento rural.

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