A Cosan finalizou a reorganização da venda de aproximadamente 41,2 mil hectares de terras pertencentes à Radar, controlada em parceria com a Nuveen. Os ativos foram divididos entre a SLC Agrícola, o Grupo Bom Futuro e o produtor rural Alexandre Jacques Bottan, em uma operação que movimentou R$ 1,85 bilhão no estado de Mato Grosso. A conclusão do processo ocorreu após extensas negociações e o exercício de direitos de preferência por parte dos arrendatários.
Divisão consensual dos ativos
A divisão dos terrenos foi realizada de forma consensual, preservando o valor original da transação. A SLC Agrícola, por meio de seu diretor Ivo Brum, integrou o grupo de compradores que adquiriram parte significativa das áreas. O Grupo Bom Futuro e Alexandre Jacques Bottan também receberam porções dos ativos, encerrando pendências relacionadas aos direitos de preferência.
Essa reorganização permitiu que cada parte mantivesse sua participação de maneira equilibrada, sem alterar os termos financeiros acordados inicialmente. As terras estão localizadas em Mato Grosso, região estratégica para o agronegócio brasileiro.
Estratégia de desinvestimento da Cosan
A operação faz parte da estratégia da Cosan para reduzir sua alavancagem financeira, representando cerca de 12% do portfólio total da Radar. Ao concluir a venda, a empresa busca otimizar sua estrutura de capital e focar em outras áreas de atuação.
A resolução da disputa entre arrendatários contribuiu para o fechamento do negócio sem litígios adicionais. Todas as partes envolvidas demonstraram alinhamento para viabilizar a transferência dos ativos de forma transparente e eficiente.