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Custo de confinamento de bovinos no Sudeste cai 1,1% em junho de 2026

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Mesmo com a queda da arroba do boi gordo, a atividade manteve rentabilidade — Foto: Wenderson Araujo/CNA
Mesmo com a queda da arroba do boi gordo, a atividade manteve rentabilidade — Foto: Wenderson Araujo/CNA

O custo de confinamento de bovinos no Sudeste atingiu o menor nível do ano em junho de 2026, com o Índice de Custo de Confinamento (ICC) registrando queda de 1,1% e fechando o mês a R$ 1.057,80 por cabeça. O dado, elaborado pelo Cepea/Esalq/USP em parceria com a Scot Consultoria, reflete o comportamento do mercado spot paulista e indica alívio para pecuaristas que adotam o sistema de confinamento. A redução ocorreu principalmente pela maior oferta de milho da segunda safra, que pressionou os preços dos insumos para baixo.

Queda nos preços dos insumos da dieta

O custo diário de alimentação por animal recuou para R$ 13,85, impulsionado pela desvalorização de 2,3% no milho e pelo recuo observado no farelo de soja. Esses ajustes nos componentes da dieta foram suficientes para compensar eventuais variações em outros itens e levaram o ICC ao patamar mais baixo registrado em 2026 até o momento. A maior disponibilidade do cereal da safrinha no Sudeste ampliou a oferta no mercado e favoreceu a formação de preços mais acessíveis para os confinadores.

Repercussão no mercado spot paulista

No mercado spot paulista, a queda do ICC representa alívio pontual para produtores que mantêm animais em confinamento durante o período de entressafra. Especialistas do setor destacam que a combinação entre safra abundante e demanda estável contribuiu para o resultado positivo observado em junho. A tendência, contudo, depende da evolução da oferta de grãos nas próximas semanas e do comportamento do consumo interno de carne.

Perspectivas para pecuaristas do Sudeste

Pecuaristas que utilizam o sistema de confinamento no Sudeste devem monitorar os movimentos dos preços do milho e do farelo de soja nos próximos meses. A continuidade da oferta da segunda safra pode sustentar níveis de custo mais baixos, desde que não haja interferências climáticas ou logísticas que alterem o cenário atual. O acompanhamento dos indicadores do Cepea permanece essencial para decisões de compra de insumos e planejamento da terminação dos animais.

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