O dólar encerrou a sessão de 17 de julho de 2026 em alta de 0,25% frente ao real, cotado a R$ 5,1109 no mercado à vista em São Paulo. A valorização ocorreu em meio à intensificação de conflitos entre Estados Unidos e Irã, que elevou a aversão global ao risco e impulsionou a busca por ativos seguros. A moeda norte-americana alcançou máxima intradia de R$ 5,1346 e mínima de R$ 5,1050, enquanto o contrato futuro para agosto fechou praticamente estável.
Reação dos mercados emergentes
Investidores liquidaram posições em moedas de países emergentes e exportadores de commodities, movimento que penalizou o real de forma direta. A queda em ações de tecnologia nos mercados globais reforçou a preferência pelo dólar como porto seguro. Analistas destacam que o ambiente de incerteza geopolítica tende a manter a volatilidade no câmbio nos próximos dias.
Posição do Banco Central
O Banco Central do Brasil acompanhou o movimento sem intervir de forma direta, mantendo a política de flutuação cambial. Rebecca Nossig observou que o cenário penalizou amplamente as moedas emergentes.
O aumento da aversão global ao risco penalizou de forma ampla as moedas de países emergentes e exportadores de commodities, intensificando o fluxo de busca pelo dólar
Rebecca Nossig
Declaração presidencial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo responderá com fatos a eventuais críticas externas. Ele ressaltou a importância de não deixar que informações falsas prejudiquem a imagem do país no exterior. A declaração reforça a estratégia de comunicação adotada pelo Planalto diante do cenário internacional.