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Emater projeta 6,7 milhões de hectares de soja no RS, mas seca e calor reduzem produtividade

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Plantação de soja seca no Rio Grande do Sul, afetada por seca e calor, reduzindo produtividade.

A Emater/RS-Ascar divulgou nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, projeções para o ciclo 2025/26 no Rio Grande do Sul, estimando uma área cultivada de 6.742.236 hectares de soja e 785.030 hectares de milho. As lavouras enfrentam desafios significativos devido ao déficit hídrico e altas temperaturas, que atingem até 40 ºC, impactando o potencial produtivo. Produtores rurais do estado lidam com estresse hídrico, murchamento de plantas e redução na produtividade, conforme o informativo.

Projeções para a soja no ciclo 2025/26

A área projetada para soja representa uma vasta extensão no Rio Grande do Sul, com as lavouras em estágios variados de desenvolvimento. Atualmente, 42% das plantações estão em florescimento e 39% em enchimento de grãos. O estabelecimento de áreas semeadas tardiamente ou em sucessão ocorre de forma irregular devido à falta de umidade, elevando o risco de replantio em regiões de sequeiro.

Esses fatores provocaram estresse hídrico em parte das áreas com sintomas fisiológicos, como murchamento, senescência foliar precoce e abortamento de flores e vagens.

A escassez de chuva e as temperaturas elevadas causam variabilidade significativa nas lavouras, dependendo das condições edafoclimáticas e do manejo adotado em cada propriedade.

Situação do milho e colheita acelerada

Para o milho, a Emater/RS-Ascar estima 785.030 hectares cultivados no ciclo 2025/26. A colheita já atinge 50% da área, acelerada pelo tempo seco. Além disso, 21% das lavouras estão em maturação e 16% em enchimento de grãos, com impactos do déficit hídrico visíveis em diversas regiões.

O estabelecimento das áreas de soja semeadas tardiamente ou em sucessão ocorre de forma irregular por falta de umidade. A dificuldade de emergência em áreas de sequeiro elevou a desuniformidade dos estandes e o risco de replantio.

Impactos climáticos e desafios para produtores

O déficit hídrico e as altas temperaturas de até 40 ºC provocam estresse hídrico generalizado, levando a sintomas como murchamento e senescência foliar precoce. Isso resulta em abortamento de flores e vagens na soja, reduzindo o potencial produtivo. Produtores rurais no Rio Grande do Sul enfrentam esses desafios, com variabilidade nas lavouras influenciada pelo manejo local.

há variabilidade significativa em função das condições edafoclimáticas e do manejo adotado em cada propriedade.

A Emater/RS-Ascar destaca a necessidade de monitoramento contínuo para mitigar os efeitos climáticos no ciclo 2025/26.

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