A Emater/RS-Ascar divulgou nesta semana as estimativas de área, produtividade e produção das culturas de inverno e de verão para a Safra 2026 no Rio Grande do Sul. Os dados, apresentados no Informativo Conjuntural de 25/06/2026, apontam forte expansão da canola, enquanto trigo e cevada registram redução de área. A semeadura da canola está em fase de conclusão, e o trigo alcança 70% da área projetada. As projeções baseiam-se em observações de campo realizadas nas principais regiões produtoras do estado.
Os números refletem mudanças significativas no planejamento dos produtores rurais gaúchos. A canola consolida-se como a principal cultura de inverno em crescimento, impulsionada por melhores condições de mercado e adaptação ao sistema produtivo local. Em contrapartida, trigo e cevada perdem espaço devido à menor rentabilidade, custos elevados de insumos, restrições de crédito e maior percepção de risco climático entre os agricultores.
Expansão da canola impulsiona planejamento de inverno
A aveia-branca também integra o rol das culturas de inverno monitoradas, embora o destaque recaia sobre a canola. O manejo cultural e os estágios fenológicos observados indicam boas condições iniciais para a safra, com atenção especial ao controle de pragas e doenças. Produtores têm ajustado práticas para maximizar a produtividade esperada, acompanhando de perto as recomendações técnicas da Emater/RS-Ascar.
Projeções de verão mantêm foco em soja e milho
Para as culturas de verão, as estimativas contemplam soja, milho e feijão, que continuam a ocupar posição central no calendário agrícola do estado. Os dados de área plantada e produtividade projetada servirão de base para decisões de manejo ao longo do ciclo. O Informativo Conjuntural reforça a importância de acompanhamento contínuo nas regiões produtoras para eventuais ajustes nas previsões.
Com a divulgação recente das estimativas, o setor rural do Rio Grande do Sul dispõe de informações atualizadas para orientar investimentos e estratégias de comercialização. A análise considera tanto fatores econômicos quanto climáticos, fornecendo um panorama realista da Safra 2026.