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Embrapa testa consórcio de baru, café e culturas anuais no Cerrado

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Foto: Tadeu Graciolli
Foto: Tadeu Graciolli

Embrapa Cerrados, no Distrito Federal, conduz testes de sistemas de cultivo consorciado entre baruzeiro, cafeeiro irrigado e culturas anuais ou bianuais de ciclo curto. A iniciativa busca diversificar a produção, aumentar a renda dos produtores e tornar o baru uma cultura mais previsível, superando a dependência do extrativismo. Os sistemas foram implantados entre janeiro e março de 2022 em uma área experimental de 3.500 m², com irrigação por microaspersão, podas e adubação.

Sistema de linhas simples e duplas

O pesquisador Tadeu Graciolli coordena os ensaios que envolvem dez clones de baru e três variedades de café arábica. Dois arranjos são avaliados: linha simples e linha dupla, com rotação de culturas como feijão, abacaxi e mandioca nos corredores entre as linhas principais. A irrigação é direcionada prioritariamente ao café e às culturas de ciclo curto, enquanto o baru aproveita o excedente de água.

Alguns baruzeiros iniciaram a produção após dois anos e dez meses, demonstrando potencial de adaptação ao manejo intensivo. A primeira safra de café ocorreu em maio de 2024, e a terceira colheita está prevista para 2027. Esses resultados preliminares indicam que o consórcio pode otimizar o uso de insumos e recursos hídricos.

Perspectivas para pequenos e grandes produtores

O objetivo central é oferecer segurança financeira aos produtores rurais de pequeno e grande porte durante o período em que o baru ainda não produz em escala comercial. Culturas de ciclo curto proporcionam giro de caixa imediato, enquanto o café gera renda no médio prazo e o baru no longo prazo.

Alguns colegas um dia me perguntaram se seria possível consorciar baru com café e eu disse que sim, uma vez que árvores frutíferas são um dos pilares da tecnologia do Sistema Filho.

Tadeu Graciolli

O sistema LD foi pensado para obtenção de baru no longo prazo, café no médio prazo e culturas anuais e bianuais no curto prazo. Isso é para que o pequeno produtor se sinta seguro em entrar na atividade de plantio de baru, uma vez que outras culturas vão proporcionar giro financeiro enquanto o baruzeiro ainda não estiver produzindo.

Tadeu Graciolli

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