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Brasil discute estratégias para impulsionar exportações de leite

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Crédito da Foto: Gisele Ortolan
Crédito da Foto: Gisele Ortolan

Especialistas do setor lácteo se reuniram na última quinta-feira, 14 de maio de 2026, para discutir caminhos que permitam ao Brasil ampliar as exportações de leite. O Seminário de Sanidade em Pecuária Leiteira ocorreu no auditório da Casa da Sanidade Animal do Fundesa, dentro do Parque de Exposições Assis Brasil, durante a Fenasul/Expoleite, em Esteio (RS). O encontro contou com a participação do presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella, representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária, produtores, indústria e entidades do segmento. O foco central foi a necessidade de combinar sanidade animal, competitividade e políticas públicas eficientes para transformar o potencial produtivo brasileiro em presença consolidada no mercado internacional.

Gargalos que limitam o avanço das exportações

O Brasil possui condições produtivas para se tornar um grande player global, porém enfrenta obstáculos que ainda impedem maior inserção nos mercados externos. Entre os principais desafios destacados estão os elevados custos logísticos, a tributação pesada, a oscilação cambial e a necessidade de ampliar tecnologia e assistência técnica no campo. Além disso, as importações provenientes de países do Mercosul foram apontadas como fator de pressão sobre os preços internos, exigindo estratégias coordenadas entre os elos da cadeia.

Os participantes enfatizaram que sanidade é apenas o ponto de partida. Sem redução de custos e ganhos de eficiência, o país corre o risco de não manter posição estável após conquistar novos clientes. A integração entre produtores, indústria e governo foi apresentada como condição indispensável para superar essas barreiras estruturais.

Competitividade e políticas públicas como investimento

Guilherme Portella ressaltou que o sucesso das exportações depende de uma visão sistêmica. Ele afirmou que “Sanidade é condição para exportar, mas competitividade é o que define permanência no mercado”. O dirigente também defendeu maior articulação entre todos os agentes do setor, declarando: “Exportar exige competitividade sistêmica. O futuro do leite brasileiro depende da integração entre produtores, indústria, entidades e governos”.

Outra mensagem central do seminário foi a importância de políticas públicas bem desenhadas. Portella observou que “Política pública eficiente não é custo, é investimento que se transforma em competitividade”. Representantes do Mapa e do setor produtivo concordaram que investimentos em sanidade, infraestrutura e capacitação técnica geram retorno mensurável ao longo do tempo, fortalecendo toda a cadeia láctea brasileira.

O seminário reforçou que o país já dispõe de base sanitária reconhecida internacionalmente. Agora, o passo seguinte é converter essa vantagem em ganhos concretos de mercado por meio de ações coordenadas e foco permanente na redução de custos. Com essa abordagem, o leite brasileiro pode ampliar sua participação nas exportações mundiais nos próximos anos.

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