O estresse hídrico causado pela insuficiência de chuvas durante as fases de florescimento e enchimento de grãos ameaça a produtividade do milho de terceira safra na região do SEALBA. Monitoramentos realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) por meio do sistema Sisagro apontam para um déficit hídrico crescente nas lavouras, com impacto direto no desenvolvimento das plantas. As simulações consideram dados do município de Pinhão, em Sergipe, e revelam perdas potenciais acumuladas que já alcançam níveis preocupantes até o final de julho.
Condições climáticas e impacto no ciclo da cultura
As lavouras foram semeadas entre o final de abril e o início de maio de 2026. Atualmente, encontram-se na fase crítica de florescimento e enchimento de grãos, período em que a demanda por água é mais elevada. Volumes de chuva abaixo do necessário, combinados com temperaturas máximas superiores a 30 °C e alta demanda evaporativa da atmosfera, impediram a reposição adequada de água no solo, elevando o déficit hídrico.
Estimativas de perda e monitoramento técnico
De acordo com as projeções, a perda potencial de produtividade pode atingir aproximadamente 35,8% até 26 de julho de 2026, considerando também a previsão para os próximos sete dias. O tempo seco previsto agrava a situação e reforça a necessidade de acompanhamento constante das condições meteorológicas. A Conab e o Inmet mantêm o monitoramento contínuo por meio do Sisagro para avaliar a evolução do estresse hídrico nas áreas produtoras de Sergipe, Alagoas e Bahia.
Os dados indicam que a ausência de precipitações significativas ao longo do ciclo comprometeu o armazenamento de água no solo, afetando diretamente o potencial produtivo das lavouras. Técnicos destacam que o cenário atual exige atenção redobrada dos produtores para eventuais ajustes no manejo, embora as projeções já apontem prejuízos consideráveis. O acompanhamento realizado pelas instituições públicas oferece subsídios técnicos para decisões futuras na região do SEALBA.