A China continua como principal compradora da carne bovina de Mato Grosso, mas os mercados europeus oferecem a maior remuneração, com preços até 40% superiores aos pagos pela China no primeiro semestre de 2026. Os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária revelam que a União Europeia pagou em média US$ 6.390 por tonelada, enquanto outros países europeus alcançaram US$ 6.667 por tonelada, contra US$ 4.745 por tonelada da China.
Análise de preços destaca valor agregado europeu
Os números mostram que o mercado europeu remunera melhor a produção mato-grossense devido a exigências de qualidade, rastreabilidade e conformidade socioambiental. Essa diferença de até 40% estimula os produtores a investirem em tecnologia e genética para atender padrões mais rigorosos. A análise do Instituto Mato-grossense da Carne confirma que a diversificação reduz a dependência de um único comprador e aumenta a competitividade da cadeia produtiva.
Declarações reforçam estratégia de diversificação
Bruno de Jesus Andrade, diretor do Instituto Mato-grossense da Carne, destacou a importância do equilíbrio entre volumes e valor. Ele afirmou que a participação em destinos que pagam mais pelo produto incentiva investimentos em eficiência produtiva e programas de conformidade.
A China continuará sendo um parceiro estratégico pela capacidade de absorção de grandes volumes, mas o avanço da carne mato-grossense em mercados como a União Europeia demonstra que nossos produtores também estão preparados para atender consumidores que valorizam qualidade, rastreabilidade e regularidade no fornecimento. Isso aumenta a competitividade da cadeia e agrega valor à produção
Bruno de Jesus Andrade
Outra declaração de Andrade reforça a segurança comercial da pecuária local. Ele ressaltou que a maior participação em mercados premium estimula investimentos em tecnologia e regularidade no fornecimento, beneficiando toda a cadeia.
Diversificar mercados significa aumentar a segurança comercial da pecuária mato-grossense. Quanto maior a participação em destinos que pagam mais pelo produto, maior é o estímulo para investimentos em tecnologia, genética, eficiência produtiva e programas de conformidade socioambiental
Bruno de Jesus Andrade