Um experimento inovador de sequestro de bezerros está em andamento na Fazenda Aparecida, localizada no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Coordenado por Rodrygo Sanchik, com participação da Pecus, do Grupo Real e da Embrapa, o projeto envolve 200 bezerros recém-desmamados e busca superar os desafios da estiagem por meio de alimentação controlada em piquetes. A iniciativa visa atingir 260 kg por animal até novembro, após aproximadamente 100 dias de manejo, reduzindo a dependência de pastagens e gerando ganho líquido projetado entre R$ 800 e R$ 900 por cabeça.
Estratégia de manejo e instalações
Os animais permanecem em piquetes equipados com cochos, água e sombra, onde recebem dieta à base de feno associada à suplementação proteica. As instalações de baixo custo permitem manter o crescimento dos bezerros durante o período seco, evitando perdas de peso comuns nessa fase. Essa abordagem combina simplicidade e eficiência para atravessar a estiagem sem comprometer o desenvolvimento dos animais.
A estrutura foi montada para oferecer condições controladas desde a desmama, priorizando o bem-estar e o ganho de peso consistente. Técnicos monitoram diariamente o consumo e a saúde dos bezerros, ajustando a suplementação conforme necessário para alcançar as metas estabelecidas.
Resultados projetados e parcerias
Com duração prevista de cerca de 100 dias, o experimento pretende valorizar os animais na venda posterior, ao mesmo tempo em que diminui os custos com pastagens. O ganho líquido estimado de R$ 800 a R$ 900 por cabeça representa um retorno atrativo para os produtores que enfrentam períodos de seca prolongada no Pantanal.
O custo estimado para manter essa estrutura é de cerca de R$ 500 por animal.
Rodrygo Sanchik
As parcerias entre Pecus, Grupo Real e Embrapa reforçam a aplicação de tecnologias acessíveis no campo, contribuindo para a sustentabilidade da pecuária regional. O projeto serve como modelo para outras propriedades que buscam alternativas viáveis durante a estiagem.