Agricultura

Exportações de feijão impulsionam agenda econômica brasileira no exterior

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As exportações brasileiras de feijão atingiram um marco significativo em 2025, com 501 mil toneladas embarcadas até novembro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe). Esse volume reflete mais de uma década de investimentos no setor, consolidando o produto no mercado internacional e influenciando políticas econômicas voltadas para o agronegócio.

Embora o feijão-carioca permaneça restrito ao mercado de saudade, as exportações são impulsionadas por variedades como feijão-preto, mungo verde e preto, vermelhos, rajados, caupis e outros tipos especiais. Essa diversificação altera a dinâmica de preços, antes dependente do atacado interno, e introduz referências externas que afetam toda a cadeia produtiva, com implicações para a estabilidade econômica nacional.

O Instituto Agronômico de Campinas desempenha um papel central, respondendo por mais de 60% das cultivares exportadas. Iniciado em 2005 pelos pesquisadores Sérgio Carbonell e Alysson Chioratto, o trabalho superou desafios como a pirataria de sementes, tornando o feijão brasileiro mais competitivo. Contribuições da Embrapa, focada em caupis, e do IDR-Paraná, com materiais de feijão-preto, atendem demandas de qualidade e consumo, alinhando-se a estratégias governamentais de inovação agrícola.

Esse novo patamar cria um piso mais estável para as vendas externas, sustentando a demanda quando os preços internos caem e favorecendo o planejamento de áreas plantadas, tecnologia e comercialização. A maior presença de compradores internacionais eleva a competição por qualidade, impulsionando melhorias em secagem, armazenagem e rastreabilidade, o que pode influenciar políticas públicas de regulação e incentivos ao setor.

A estratégia de expansão continua com o projeto da ApexBrasil, agora incluindo o gergelim, e direcionado a mercados como Arábia Saudita, Argélia, China, Colômbia, Egito, Israel, Indonésia, Jordânia, México e Singapura. O recente acordo fitossanitário com a Rússia reforça a diversificação de importadores, reduzindo dependências e fortalecendo a posição geopolítica do Brasil no comércio global de commodities agrícolas.

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