A Fazenda Barra Preta, situada em Pitanga (PR), elevou em 50% a produção média de leite por vaca ao reorganizar o manejo de pastagens, a alimentação e a rotina de ordenha. O rebanho passou de uma média de 26 a 28 litros para 42 litros diários por animal, com picos de até 45 litros. As mudanças foram implementadas a partir de 2019 com apoio técnico da SIA Brasil e ganharam força durante a queda de preços do leite em 2025.
Transição para o confinamento e aumento do rebanho
A partir de 2019, a propriedade ajustou a dieta no cocho, construiu uma estrutura tipo compost barn e ampliou o número de vacas em lactação de 60 para mais de 90 animais. Após cerca de um ano de confinamento, a fazenda adotou a terceira ordenha diária. Essas ações corrigiram problemas produtivos e reprodutivos, além de diluir custos operacionais.
A produção de leite começou a melhorar, mas o principal foi conseguir trabalhar com mais vacas e fazer o rebanho crescer com custo competitivo
Armindo Barth Neto
Resultados diante da queda de preços em 2025
Com a terceira ordenha, as vacas aumentaram a produção e o custo operacional efetivo caiu. A fazenda passou a registrar maior rentabilidade mesmo com a redução no preço pago pelo leite. Armindo Barth Neto, diretor técnico da SIA Brasil, e Marcelo Irala, gerente técnico da empresa, destacam que a gestão detalhada foi essencial para enfrentar a crise.
Com a terceira ordenha, as vacas aumentaram a produção e houve redução do custo operacional efetivo. A fazenda passou a ganhar mais, mesmo com a queda no preço pago pelo leite
Armindo Barth Neto
A atividade leiteira exige controle rigoroso dos custos para atravessar períodos de baixa remuneração. Marcelo Irala ressalta que quem não adotar gestão eficiente tende a sofrer mais nas próximas crises do setor. A experiência da Fazenda Barra Preta demonstra que o foco em eficiência permite manter a rentabilidade e preparar a sucessão da atividade.