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FMI propõe a bancos centrais revisão na orientação prospectiva de juros

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Edifício do Banco Central do Brasil ao pôr do sol, simbolizando propostas do FMI sobre juros
Edifício do Banco Central do Brasil ao pôr do sol, simbolizando propostas do FMI sobre juros

O Fundo Monetário Internacional manifestou nesta quarta-feira, 8 de julho de 2026, a intenção de dialogar com bancos centrais sobre possíveis mudanças nas orientações futuras de política monetária. A declaração ocorreu durante a primeira reunião de política monetária conduzida por Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, em Washington, e retoma discussões iniciadas no fórum anual do Banco Central Europeu em Sintra, Portugal, na semana anterior. A iniciativa busca adaptar ferramentas de comunicação a um cenário de elevada incerteza e volatilidade econômica global.

Diálogo com autoridades monetárias

Petya Koeva Brooks, vice-diretora do departamento de pesquisa do FMI, destacou a relevância de revisar as comunicações dos bancos centrais. Participam das conversas Christine Lagarde, presidente do BCE, Andrew Bailey, chefe do Banco da Inglaterra, Tiff Macklem, do Banco do Canadá, e Pierre-Olivier Gourinchas, ex-economista-chefe do FMI. O objetivo é remover referências a medidas futuras de juros quando estas deixarem de ser úteis, mantendo a clareza sobre a avaliação de choques econômicos.

A orientação prospectiva, ferramenta empregada com sucesso no passado especialmente no limite inferior zero, será reavaliada nos próximos meses. As autoridades reconhecem que o tempo e o aprendizado acumulado exigem ajustes no escopo e nas modalidades dessa orientação para preservar sua eficácia.

Adaptação em ambiente de incerteza

Em um ambiente de alta incerteza, acredito que a comunicação dos bancos centrais seja fundamental para transmitir uma noção de (como) os bancos centrais avaliam os choques e seus impactos, bem como sobre a orientação da política monetária.

Em um ambiente de alta incerteza, acredito que a comunicação dos bancos centrais seja fundamental para transmitir uma noção de (como) os bancos centrais avaliam os choques e seus impactos, bem como sobre a orientação da política monetária.

Petya Koeva Brooks

A orientação prospectiva tem sido uma ferramenta útil no passado, especialmente no limite inferior zero, mas acho que é natural, com o passar do tempo e à medida que aprendemos mais, revisitar o escopo e, novamente, as modalidades dessa orientação prospectiva. Portanto, estamos definitivamente tomando nota e esperamos abordar essa questão nos próximos meses.

A orientação prospectiva tem sido uma ferramenta útil no passado, especialmente no limite inferior zero, mas acho que é natural, com o passar do tempo e à medida que aprendemos mais, revisitar o escopo e, novamente, as modalidades dessa orientação prospectiva. Portanto, estamos definitivamente tomando nota e esperamos abordar essa questão nos próximos meses.

Petya Koeva Brooks

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