O Google anunciou o maior acordo de remoção de carbono de sua história ao apoiar um projeto em mais de 200 mil hectares de plantações de arroz no Rio Grande do Sul. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Terradot, empresa investida pela própria companhia, busca reduzir emissões de metano e remover dióxido de carbono da atmosfera por meio da meteorização aprimorada de rochas. O objetivo principal é compensar o aumento do consumo energético dos data centers de inteligência artificial e testar um modelo que possa ser replicado em outras regiões.
Como o projeto atua nos arrozais
A ação combina a diminuição do metano gerado em arrozais alagados com a aceleração da reação natural de rochas que absorvem CO₂ do ar. Os créditos de carbono são verificados de forma separada, garantindo maior transparência nos resultados. Essa abordagem dupla permite tanto a redução imediata de gases de efeito estufa quanto a remoção adicional de carbono em longo prazo.
A escolha do Rio Grande do Sul se deve à extensão das áreas cultivadas e ao potencial de escala da técnica. Pilotos em outros países estão previstos para 2026, com expansão comercial programada a partir de 2028. O modelo visa criar uma solução replicável para diferentes contextos agrícolas ao redor do mundo.
Metas de redução até 2040
O projeto prevê a geração de créditos equivalentes à redução de um milhão de toneladas de metano até 2030, além da remoção de mais um milhão de toneladas de carbono até 2040. Essas metas foram definidas para alinhar o crescimento das operações de inteligência artificial com compromissos ambientais mais amplos. A iniciativa reforça a busca por métodos escaláveis de remoção de carbono em setores de alto consumo energético.