O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) divulgou um alerta sobre condições climáticas que comprometem o conforto térmico de bovinos de corte e leite em áreas pecuárias do Brasil. O comunicado, emitido no início de agosto de 2026, orienta produtores rurais a monitorar sinais de estresse térmico causados por altas temperaturas, radiação solar intensa e umidade elevada. A recomendação busca evitar perdas no consumo de alimento, no ganho de peso e na produção de leite.
Sinais de estresse térmico em bovinos
Os animais afetados apresentam respiração acelerada, salivação excessiva e boca aberta. Pecuaristas devem utilizar a escala de ofegação, que varia de zero a seis, para avaliar a gravidade do quadro. Quando a frequência respiratória ultrapassa 60 movimentos por minuto, o estresse térmico já compromete o bem-estar do rebanho.
Impactos na produtividade dos rebanhos
A combinação de fatores climáticos desafia a capacidade dos bovinos de regular a temperatura corporal. Como resultado, ocorre redução no consumo de ração e queda no desempenho produtivo. Regiões com maior incidência de calor e umidade registram os maiores prejuízos para produtores de leite e carne.
Monitoramento e manejo preventivo
Especialistas recomendam observação diária dos animais durante os horários de maior radiação solar. A adoção de sombra artificial, ventilação adequada e ajuste na oferta de água contribui para minimizar os efeitos do calor. O alerta do INMET reforça a necessidade de ações imediatas para preservar a saúde e a eficiência dos rebanhos brasileiros.