Especialistas da Embrapa Gado de Corte e da FMVZ/USP alertam para a necessidade de manejo diferenciado de fêmeas primíparas durante a estiagem. A medida eleva as taxas de prenhez na IATF e reduz prejuízos nas fazendas de cria em todo o Brasil. Durante o período seco, o pasto apresenta menos de 7% de proteína, o que agrava a demanda energética simultânea de manutenção, lactação e crescimento enfrentada por essas matrizes jovens.
Desafios enfrentados pelas primíparas na seca
As fêmeas de primeira cria sofrem anestro com maior frequência quando submetidas às mesmas condições do lote geral. Essa condição reduz drasticamente as taxas de prenhez e gera perdas financeiras significativas para os pecuaristas. Pesquisadores como o professor Pietro Baruselli reforçam que a separação precoce desses animais é essencial para evitar a queda de desempenho reprodutivo na próxima estação de monta.
Estratégias de manejo que elevam a prenhez na IATF
A suplementação proteico-energética entre 0,3% e 0,5% do peso vivo, combinada com creep feeding ou desmama precoce, melhora o escore de condição corporal das primíparas. A inclusão de eCG nos protocolos de IATF também contribui para aumentar a ovulação e a taxa de concepção. Essas práticas, aplicadas durante a estiagem, preparam as matrizes para a estação reprodutiva seguinte com maior eficiência.
Resultados esperados nas fazendas de cria
A adoção dessas recomendações permite que os pecuaristas mantenham a produtividade mesmo em anos de seca prolongada. A separação e o cuidado específico com as fêmeas primíparas evitam prejuízos e garantem lotes mais uniformes de bezerros. Especialistas indicam que o investimento em manejo diferenciado traz retorno rápido por meio de maior número de prenhezes confirmadas na IATF.