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Mercado de boi gordo registra altas em diversas regiões brasileiras

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O mercado físico do boi gordo apresentou reajustes positivos em várias regiões do país nesta semana, impulsionado pela redução nas escalas de abate dos frigoríficos. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, unidades localizadas no Pará, Tocantins, Goiás e Mato Grosso do Sul registraram elevações nas cotações devido à menor disponibilidade de animais prontos para o abate. Essa dinâmica reflete um cenário de oferta restrita, que tem pressionado os preços para cima em pontos específicos da cadeia produtiva.

Em São Paulo, no entanto, os preços permaneceram estáveis, uma vez que os frigoríficos de maior porte mantêm escalas mais confortáveis e contam com uma boa oferta proveniente de parcerias. No dia 22 de outubro, quarta-feira, os valores da arroba do boi gordo na modalidade a prazo foram os seguintes: na capital paulista, R$ 315,00 a arroba, representando uma alta de 1,61% em relação aos R$ 310,00 da semana anterior. Em Goiânia, no Goiás, o preço atingiu R$ 305,00 a arroba, com avanço de 1,67% frente aos R$ 300,00 anteriores.

Outras regiões também mostraram variações positivas. Em Uberaba, Minas Gerais, a cotação foi de R$ 305,00 a arroba, um aumento de 1,67%. No Mato Grosso do Sul, especificamente em Dourados, o valor chegou a R$ 330,00 a arroba, com elevação de 1,54%. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço permaneceu estável em R$ 300,00 a arroba, enquanto em Vilhena, Rondônia, houve uma valorização de 3,57%, passando de R$ 280,00 para R$ 290,00 a arroba em comparação com a semana passada.

No mercado atacadista, observou-se uma firmeza geral, com um melhor equilíbrio entre o atacado e o varejo. Fernando Iglesias destacou que fatores como o pagamento do 13º salário, a abertura de vagas temporárias e as confraternizações de fim de ano devem estimular o consumo interno de carne bovina nas próximas semanas. Nesse contexto, o traseiro bovino foi cotado a R$ 25,00 por quilo, mantendo-se estável, enquanto o dianteiro subiu 1,10%, alcançando R$ 18,20 por quilo.

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada também demonstraram robustez em outubro. Até o momento, com 13 dias úteis, o total exportado somou US$ 1,108 bilhão, com uma média diária de US$ 85,28 milhões. O volume atingiu 201,3 mil toneladas, a um preço médio de US$ 5.506,30 por tonelada. Em comparação com outubro de 2024, houve uma alta de 48,9% no valor médio diário exportado, 26,1% no volume médio diário e 18,1% no preço médio, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

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