Agricultura

Mercado de milho sente impactos da paralisação governamental nos EUA

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O mercado de milho encerrou a semana com desempenhos contrastantes entre o Brasil e os Estados Unidos, conforme dados divulgados pela TF Agroeconômica. No Brasil, a B3 registrou um fechamento misto na sexta-feira, influenciado pelos movimentos do mercado físico. Enquanto as cotações da safra atual apresentaram recuos, os contratos para a próxima safra obtiveram leves ganhos, refletindo uma dinâmica de competitividade nos preços.

Especificamente na B3, o vencimento de novembro/25 fechou em R$ 65,98, com alta diária de R$ 0,27, mas queda semanal de R$ 0,24. O contrato de janeiro/26 subiu R$ 0,20 no dia, alcançando R$ 68,48, embora tenha acumulado perda de R$ 0,61 na semana. Já o março/26 encerrou a R$ 70,94, registrando uma leve baixa de R$ 0,06 no dia e um recuo semanal de R$ 0,91. Esses movimentos indicam que, apesar da maior competitividade dos preços brasileiros recentemente, o milho nacional ainda permanece mais caro em comparação ao produto americano.

No mercado físico brasileiro, o indicador Cepea apontou uma alta de 0,31% no dia e de 0,67% na semana, sustentada pela demanda das fábricas de etanol. No entanto, parte dos produtores continua retendo seus lotes, aguardando preços mais atrativos, o que contribui para a estabilidade relativa das cotações.

Em contrapartida, na bolsa de Chicago, o milho fechou o dia e a semana em baixa, pressionado pelo avanço da colheita e pela expectativa de uma safra recorde nos Estados Unidos. O contrato de dezembro caiu 0,65%, para US$ 419,00 por bushel, acumulando uma queda semanal de 0,71%, equivalente a US$ 3,00. O março recuou 0,51%, fechando a US$ 435,75 por bushel.

A cautela dos investidores foi reforçada pela indefinição sobre a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA, decorrente da paralisação do governo americano. Essa interrupção governamental, que afeta a liberação de dados oficiais, introduz incertezas no mercado global de commodities, impactando não apenas as cotações nos EUA, mas também influenciando as dinâmicas comerciais internacionais, incluindo o Brasil.

Esses desdobramentos destacam como eventos políticos, como a paralisação nos Estados Unidos, podem reverberar em setores econômicos vitais, afetando produtores e investidores em escala global.

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