O mercado global de fertilizantes enfrenta turbulência em julho de 2026 devido a restrições comerciais impostas pela China, ao conflito russo-ucraniano e à instabilidade no Oriente Médio. Esses fatores elevam os custos de matérias-primas como MAP, DAP e enxofre, reduzindo o ritmo de comercialização de insumos no Brasil em 20% no geral e 40% no segmento de fertilizantes. Produtores rurais brasileiros sentem a pressão em um cenário de commodities estáveis e crédito restrito, o que impacta diretamente o planejamento da safra.
Choques de oferta elevam preços
A combinação de protecionismo chinês, guerra na Europa e interrupções no Estreito de Ormuz gera desequilíbrio na oferta mundial. Especialistas apontam que a precificação superior das matérias-primas já afeta o custo de produção dos agricultores brasileiros, que precisam lidar com janelas de compra incertas enquanto os conflitos persistem. As restrições chinesas devem vigorar até agosto de 2026, mantendo a volatilidade no setor.
Se a gente olha para a dinâmica de insumos como um todo, aproximadamente temos um mercado rodado de 20%. Quando a gente olha para fertilizantes, geralmente é uma categoria que roda um pouco mais rápido, dado a janela, temos aí 40% desses insumos comercializados.
Vitor Marques
Alternativas para mitigar custos
Para enfrentar o desafio, produtores buscam eficiência operacional e tecnologias que otimizem o uso de nutrientes. Solubilizadores de fósforo e produtos biológicos como o BRANDT SoluForce surgem como opções para manter a produtividade sem aumentar despesas. A expectativa é que, com o arrefecimento dos conflitos, os preços voltem aos patamares observados meses antes do agravamento da crise.
A partir do momento que a gente está tendo choques relacionados a oferta desses produtos com base nos conflitos, a gente tem um desbalanço desses indicadores e aí a gente acaba tendo uma precificação superior dessas matérias-primas, o que vai impactar diretamente no custo de produção dos nossos agricultores.
Vitor Marques