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Mercado de soja no Brasil inicia semana travado com preços estáveis apesar de alta do dólar

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Plantação de soja no Brasil com preços estáveis no mercado apesar da alta do dólar.

O mercado de soja no Brasil começou a semana de forma travada nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, com preços estáveis e poucos negócios realizados, apesar da alta do dólar. Produtores seguraram as vendas, focados na colheita de milho safrinha, enquanto compradores permaneceram retraídos. A Chicago Board of Trade (CBOT) registrou leve queda, e a demanda chinesa veio abaixo do esperado, contribuindo para a estagnação.

Preços estáveis nos portos e interior

Nos portos de Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS), os preços da soja se mantiveram inalterados, refletindo a ausência de reação ao câmbio favorável. No interior, localidades como Passo Fundo (RS), Londrina (PR) e Rondonópolis (MT) também não registraram variações significativas. Essa estabilidade ocorreu mesmo com o dólar em alta, que normalmente impulsionaria o mercado.

Consultores observam que os produtores brasileiros, bem capitalizados, optaram por reter o produto à espera de melhores oportunidades. Isso resultou em um volume reduzido de negociações ao longo do dia.

Fatores que travam o mercado

A safra abundante nos Estados Unidos e a demanda chinesa menor que o previsto pesam sobre os preços globais. A China, principal compradora, tem adquirido volumes inferiores, impactando diretamente o mercado brasileiro. Além disso, a leve queda na CBOT reforça a cautela entre os agentes.

O câmbio está pressionando, mas o mercado não reage. Os produtores estão segurando a soja, esperando por melhores oportunidades.

Com o avanço da colheita de milho safrinha, muitos produtores dividem atenções e só vendem soja quando necessário. Essa estratégia contribui para a baixa liquidez observada.

Perspectivas e análises de especialistas

Segundo Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, uma reação no mercado depende de novidades na demanda ou no clima nos EUA. Sem esses elementos, a estagnação pode persistir.

A China está comprando, mas em volumes menores, o que pesa nos preços. Só teremos reação se houver novidades na demanda ou no clima nos EUA.

Com a colheita de milho safrinha avançando, muitos estão focados nisso e na soja, só vendem se necessário.

Esses insights destacam a complexidade do cenário atual, onde fatores internos e externos se entrelaçam para manter o mercado de soja no Brasil em compasso de espera.

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