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Milho cai em Chicago e B3 com lavouras americanas favoráveis e dólar em alta

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Lavoura de milho no Brasil sob céu azul, representando produção agrícola
Lavoura de milho no Brasil sob céu azul, representando produção agrícola

Os preços dos futuros de milho registraram quedas na Bolsa de Chicago e recuos moderados na B3 na segunda-feira, 22 de junho de 2026, acompanhando a pressão baixista do complexo energético e a valorização do real frente ao dólar. Os contratos com vencimento julho de 2026 fecharam cotados a US$ 4,11 por bushel na CBOT, uma queda de 1,44%, enquanto na B3 o mesmo vencimento foi negociado a R$ 63,65, recuo de 0,41%. Analistas da Agrinvest destacam que as boas condições das lavouras americanas e o movimento cambial explicam a trajetória de baixa observada no mercado.

Condições favoráveis das lavouras americanas

As lavouras de milho nos Estados Unidos seguem em desenvolvimento positivo graças a chuvas regulares e níveis adequados de umidade no solo. Essa combinação de calor e umidade tem favorecido o crescimento das plantas e reforçado as expectativas de uma safra abundante no país. Com isso, a pressão sobre os preços futuros se intensificou, já que o mercado antecipa maior oferta global nos próximos meses.

Além das condições climáticas, o recuo do dólar frente ao real também contribuiu para a desvalorização dos contratos. A moeda americana mais fraca reduz a atratividade das exportações brasileiras, limitando a demanda externa pelo cereal nacional e pressionando as cotações no mercado doméstico.

Impacto cambial nas exportações brasileiras

O recuo do dólar frente ao real reduz a competitividade das exportações e não favorece as cotações do cereal. Apesar da pressão nos preços físicos com o avanço da colheita da safrinha, o custo de reposição ainda segue elevado para o exportador. Os preços no interior recuaram nas últimas semanas, mas a conta continua apertada.

Pressão no mercado físico nacional

Em muitos corredores, o milho posto Ásia ainda trabalha abaixo da paridade necessária para gerar margem, mantendo as operações de exportação pressionadas. No mercado físico brasileiro, foi registrada desvalorização em praças como Rio do Sul, em Santa Catarina, refletindo o movimento de baixa observado nos principais contratos futuros. Produtores e exportadores monitoram de perto a evolução das cotações e as condições de oferta nos próximos dias.

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