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Mini-horses brasileiros: pets dóceis e fonte de renda para criadores

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A veterinária Ana Maria Lorenzetti, que mora na área urbana de Santa Cruz do Rio Pardo, com seu mini-horse chamado Trovão. — Foto: Reprodução Globo Rural
A veterinária Ana Maria Lorenzetti, que mora na área urbana de Santa Cruz do Rio Pardo, com seu mini-horse chamado Trovão. — Foto: Reprodução Globo Rural

Uma raça brasileira de mini-horses vem ganhando destaque no mercado nacional como opção de animal de estimação e fonte de renda para criadores. Os minicavalos, que surgiram a partir de cruzamentos controlados, atraem atenção pela docilidade e pelo tamanho reduzido, permitindo que sejam mantidos em quintais de residências em Santa Cruz do Rio Pardo e em outras regiões do Brasil.

A Associação Brasileira de Criadores de Mini-Horse (ABCMH) registra os animais e define padrões claros para a raça. A altura máxima permitida é de 86 centímetros, o que facilita o manejo em espaços limitados. Criadores destacam que os mini-horses se adaptam bem ao convívio familiar e exigem cuidados semelhantes aos de outros equinos de porte menor.

Origem e características da raça

A raça foi desenvolvida em 2002 por meio do cruzamento entre pôneis nacionais de menor porte e exemplares da raça americana Miniature Horse. Esse processo resultou em animais com temperamento calmo e estrutura compacta, ideais para a função de companhia. Todos os mini-horses comercializados no país passam pelo registro da ABCMH, que garante a pureza genética e o cumprimento das normas sanitárias.

Veterinários e criadores relatam que a versatilidade dos minicavalos contribui para sua popularidade crescente. Eles podem participar de atividades recreativas leves e servem como opção acessível para quem deseja ter um equino sem precisar de grandes áreas de pastagem.

Criadores e potencial econômico

Rogério Andrade, proprietário de 48 mini-horses em Santa Cruz do Rio Pardo, vê na atividade uma oportunidade de geração de renda estável. A demanda por esses animais tem aumentado nos últimos anos, impulsionada pela busca por pets diferentes e de fácil manutenção. Ana Maria Lorenzetti, veterinária e tutora do mini-horse Trovão, ressalta que o manejo adequado garante saúde e longevidade aos exemplares.

O mercado de mini-horses no Brasil ainda está em expansão, mas já demonstra potencial para se consolidar como segmento relevante dentro do setor de animais de companhia. Criadores investem em seleção genética e em práticas de bem-estar animal para atender às exigências dos compradores.

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