Agricultura

Ministério da Agricultura atualiza lista de pragas quarentenárias e inclui novas áreas de risco no Brasil

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O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou a publicação da portaria 1.443/2025, que traz alterações na lista de pragas quarentenárias presentes no território nacional. Essa medida visa aprimorar o monitoramento e o controle de ameaças fitossanitárias que impactam cultivos importantes para a economia agrícola do país. De acordo com a nota oficial divulgada pela pasta, as atualizações refletem dados recentes sobre a ocorrência de pragas em regiões específicas, reforçando a necessidade de ações preventivas.

Entre as principais mudanças, o município de Almeirim, localizado no estado do Pará, foi incluído como área com ocorrência da praga Rhizoctonia theobromae, também conhecida cientificamente como Ceratobasidium theobromae. Essa praga afeta diretamente a cultura da mandioca, um dos pilares da agricultura familiar e da produção alimentícia em diversas regiões do Norte do Brasil. A inclusão dessa localidade na lista oficial representa um passo importante para conter a disseminação e mitigar prejuízos econômicos aos produtores locais.

Além disso, o estado do Rio Grande do Norte foi adicionado como unidade da federação com ocorrência da praga Xanthomonas campestris pv. viticola, que incide sobre a cultura da videira. Essa bactéria pode comprometer plantações de uvas, afetando não apenas a produção de frutas, mas também indústrias relacionadas, como a vinícola. O Ministério destacou que ambas as pragas já eram classificadas como quarentenárias presentes e estavam sob monitoramento constante por meio de programas nacionais específicos de prevenção e controle.

Com a atualização da portaria, as novas áreas de ocorrência passam a seguir regras estritas de trânsito para vegetais hospedeiros dessas pragas. Isso inclui normas específicas estabelecidas em cada programa nacional, como restrições ao transporte de mudas, sementes e produtos agrícolas suscetíveis, com o objetivo de evitar a propagação para outras regiões do país. Essas medidas são essenciais para preservar a sanidade vegetal e garantir a sustentabilidade da agricultura brasileira.

A pasta enfatizou que as ações são parte de um esforço contínuo para fortalecer a vigilância fitossanitária, alinhando-se a padrões internacionais de quarentena. Embora as pragas já fossem conhecidas e monitoradas, a inclusão formal de novas áreas permite uma resposta mais coordenada, envolvendo produtores, pesquisadores e autoridades locais. Essa portaria reforça o compromisso do governo federal com a proteção do setor agropecuário, que é vital para a economia nacional.

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