Na comunidade de Palmeira, localizada em Mimoso do Sul, no Espírito Santo, moradores organizam um mutirão para colher café de produtores que enfrentam dificuldades, evitando prejuízos na safra. A iniciativa reúne vizinhos, incluindo Brenner Gasparelo, agricultor acidentado, e conta com o apoio de voluntários como João Florentino e José Cláudio de Oliveira Carvalho. Essa ação reflete uma prática consolidada de solidariedade que preserva a produção local.
Origem da tradição comunitária
O costume de realizar mutirões para auxiliar produtores em dificuldade começou em 1990 na região. Desde então, os moradores se mobilizam sempre que alguém não consegue realizar o trabalho devido a acidentes ou outros problemas. A prática evita que o café fique no pé por tempo excessivo e sofra perdas por secagem ou queda natural.
Os participantes se juntam diariamente a partir das 7h30 e seguem até as 16h30 ou 17h. Essa rotina permite que a colheita avance de forma rápida e eficiente, beneficiando toda a comunidade ao manter a qualidade do produto.
Impacto direto na safra atual
Brenner Gasparelo destaca a importância do apoio recebido dos vizinhos para concluir o trabalho a tempo. A ajuda evita prejuízos financeiros significativos e reforça os laços entre os agricultores da área. A presença de voluntários garante que a produção não seja comprometida.
O mutirão demonstra como a colaboração mútua continua essencial para a sustentabilidade da cafeicultura familiar em Mimoso do Sul. Os envolvidos ressaltam o sentimento de gratidão que surge com cada jornada compartilhada.
Ia ter uma boa perda, porque quando o café demora a ser colhido, ele seca e cai muito. Ia ser prejuízo. Estou muito feliz de saber que todo mundo gosta da gente para poder ajudar assim, e todo mundo que se propôs a poder vir está ajudando. Só sentimento de gratidão, de felicidade
Brenner Gasparelo