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Parcerias inovadoras impulsionam a aquicultura no Amapá

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A aquicultura no Amapá recebeu um significativo avanço com a assinatura de convênios entre a Embrapa Amapá, o Senar/AP e a Secretaria Estadual de Pesca e Aquicultura (Sepaq), anunciados durante o VI Seminário de Aquicultura, realizado na última semana. Essas parcerias visam qualificar produtores, promover a adoção de tecnologias e fortalecer a produção de espécies como tambaqui, camarão-da-amazônia e tracajá. As iniciativas representam um esforço conjunto para integrar pesquisa, extensão rural e políticas públicas, com o objetivo de elevar a competitividade do setor no estado.

O acordo com o Senar/AP estabelece um período de dois anos de atividades focadas em capacitação técnica, instalação de Unidades de Referência Tecnológica e apoio à produção sustentável de camarão-da-amazônia. Essas ações se conectam a projetos financiados pela Sudam e pela Fapeap, contando com o suporte de pesquisadores da Embrapa. Segundo representantes do Senar/AP, o acesso a tecnologias validadas para o cultivo de camarões pode ampliar substancialmente o potencial produtivo do Amapá, contribuindo para o desenvolvimento econômico regional.

Outra parceria destacada é o convênio com a Sepaq, que estrutura uma Rede de Competências em Inovações e Negócios. Com duração prevista de quatro anos, o programa inclui o desenvolvimento de capacitações, biofábricas, metodologias de manejo e um observatório de inovações para o setor aquícola. Essa rede busca fomentar a inovação e a integração entre diferentes atores da cadeia produtiva, alinhando-se às demandas de um estado com cerca de 17 mil pescadores e um dos maiores consumos de pescado per capita no país.

O Amapá é visto como um território estratégico para a expansão da aquicultura amazônica, dada sua vocação natural e recursos hídricos abundantes. O seminário reuniu pesquisadores, extensionistas e piscicultores para debater temas como nutrição, sanidade, reprodução de espécies e gestão sustentável. As discussões enfatizaram avanços tecnológicos no cultivo de tambaqui e camarão-da-amazônia, além do uso de frutos amazônicos na alimentação de peixes e novas abordagens para o manejo de quelônios, como o tracajá.

O evento também abordou desafios regulatórios e de sanidade, com especialistas analisando doenças em crustáceos, o uso de antimicrobianos e alternativas como óleos essenciais para o controle de parasitas. Para a Embrapa, esses convênios e as trocas técnicas consolidam uma agenda comum que aproxima a ciência dos produtores e das políticas públicas, acelerando o desenvolvimento sustentável da aquicultura no Amapá e posicionando o estado como referência na região Norte.

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