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Preço do boi gordo sobe R$ 5 por arroba em praças de SP, MG e GO no início de 2024

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Rebanho de bois gordos em curral de fazenda no interior de SP, representando alta no preço do boi gordo em SP, MG e GO.

No início de janeiro de 2024, o preço do boi gordo registrou alta em diversas praças pecuárias no Brasil, com variações regionais que impactaram o mercado pecuário. Analistas como Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, destacaram fatores como escalas de abate encurtadas e oferta restrita de animais terminados. Essa movimentação ocorreu em meio a um cenário de demanda fragilizada e baixa competitividade da carne bovina frente a outras proteínas.

Altas nos preços regionais

Em praças como São Paulo (SP), Uberlândia (MG) e Goiânia (GO), o preço do boi gordo subiu R$ 5,00 por arroba. Já em Dourados (MS) e Cuiabá (MT), as cotações permaneceram estáveis. Essa variação reflete a dinâmica do mercado no início do ano, com frigoríficos enfrentando desafios na reposição de estoques.

A oferta restrita de animais terminados contribuiu para o encurtamento das escalas de abate, posicionadas entre três e quatro dias úteis em média. Pecuaristas e frigoríficos lidaram com uma reposição travada entre estados, devido ao diferencial estreito entre o boi gordo e o bezerro.

Fatores que impulsionaram a alta

A alta nos preços foi impulsionada pela restrição na oferta e pela dificuldade na reposição. Iglesias explicou que o diferencial de base muito estreito desestimulou a atividade de reposição. Além disso, a demanda por carne bovina continuou fragilizada, afetada pela descapitalização dos consumidores brasileiros.

Os frigoríficos ainda operam com escalas de abate encurtadas, posicionadas entre três e quatro dias úteis em média. A oferta de animais terminados segue restrita, e a reposição entre estados continua travada, com o diferencial de base entre o boi gordo e o bezerro muito estreito, desestimulando a atividade.

Essa situação se agravou pela baixa competitividade da carne bovina em relação a proteínas como o frango, que se mostrou mais acessível no período.

Estabilidade no atacado e perspectivas

No mercado atacadista, os preços permaneceram estáveis. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 13,50 por quilo, o quarto traseiro a R$ 17,50 por quilo e a ponta de agulha a R$ 13,00 por quilo. Essas cotações indicam uma estagnação, apesar das variações no boi gordo.

A carne bovina segue com pouca competitividade em relação às proteínas concorrentes, em especial a carne de frango.

Analistas esperavam uma reação na primeira quinzena de janeiro de 2024, considerando o contexto de exportações de dezembro de 2023 e o acumulado do ano anterior. Em retrospectiva, de 2026, esses movimentos destacam a volatilidade do setor pecuário brasileiro, influenciado por fatores internos e demanda global.

Para o quarto dianteiro ainda é possível pontuar estabilidade, com o corte precificado a R$ 13,50 por quilo. Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 17,50 por quilo. Ponta de agulha segue precificada a R$ 13,00 por quilo.

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