O preço médio do prato feito no Brasil subiu para R$ 31,90 em junho de 2026, segundo o Índice Prato Feito (IPF) da FAC-SP divulgado em 10 de julho. O valor representa alta de 5,4% em relação a março e de 7,2% frente a janeiro, afetando diretamente trabalhadores que almoçam fora de casa em todo o país.
Variações regionais no preço
O levantamento revela diferenças expressivas entre as regiões. O Sul registrou o maior valor médio, a R$ 34,90, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 34,45. No Sudeste, o prato feito custou em média R$ 31,99, enquanto o Norte apresentou R$ 29,99 e o Nordeste, R$ 30. Essas discrepâncias refletem custos locais distintos, mas indicam tendência de encarecimento em todas as áreas.
O IPF captou o movimento apesar da queda de 0,24% no grupo Alimentação e Bebidas do IPCA em junho. A alimentação fora do domicílio avançou 0,15% no mesmo período, mostrando que os reajustes não dependem exclusivamente dos preços de alimentos in natura.
Pressão sobre os custos operacionais
O economista Rodrigo Simões Galvão, coordenador do IPF, explica que o aumento decorre de elevados gastos com aluguel, energia elétrica, salários, transporte, tributos e juros. Esses fatores permanecem elevados mesmo quando alguns insumos básicos registram queda.
O prato feito é a economia servida no prato. Nele estão o arroz, o feijão e a carne, mas também o aluguel do ponto comercial, a energia elétrica, o salário dos funcionários, o transporte, os tributos, o custo financeiro e a margem do empresário.
Rodrigo Simões Galvão
Desafios para o setor de alimentação
Restaurantes e bares enfrentam consumidores mais sensíveis ao preço e custos operacionais persistentes. O equilíbrio entre qualidade, competitividade e sustentabilidade financeira torna-se cada vez mais complexo para os empresários do segmento.