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Preços do petróleo sobem 2% após ataque a navio perto de Omã

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Navio petroleiro no mar perto de Omã após ataque e alta nos preços do petróleo
Navio petroleiro no mar perto de Omã após ataque e alta nos preços do petróleo

Os preços do petróleo subiram cerca de 2% na quinta-feira, 25 de junho de 2026, depois que um navio de carga foi atingido por um projétil desconhecido perto de Omã. O incidente gerou preocupações imediatas sobre o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica que responde por uma parcela significativa do comércio global da commodity. Autoridades americanas e a Organização Marítima Internacional das Nações Unidas monitoram a situação, enquanto analistas avaliam os riscos de interrupções prolongadas no tráfego marítimo.

Reação dos mercados de energia

Os futuros do Brent fecharam em alta de 2,1% e os do WTI avançaram 2,3% no mesmo dia. A valorização reflete temores de que o ataque possa afetar o transporte de petróleo em uma região já tensionada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acompanhou os desdobramentos junto com equipes de inteligência, enquanto o Goldman Sachs revisou projeções de oferta para o segundo semestre.

A Organização Marítima Internacional suspendeu temporariamente seu programa de escolta de navios após o evento. A medida aumenta a cautela entre armadores e companhias de seguro, que agora avaliam custos adicionais para travessias na área. Especialistas destacam que qualquer atraso na retomada normal do tráfego pode pressionar os estoques regionais.

Perspectivas para o fornecimento global

Analistas da consultoria Rystad Energy alertam para os efeitos de uma eventual redução na produção caso o fluxo pelo estreito não se normalize rapidamente. Os tanques de armazenamento em todo o Golfo estão com cerca de 50% a 60% da capacidade, portanto, se o tráfego de petroleiros pelo estreito não se recuperar no curto prazo, os produtores precisarão reduzir a produção, e a recuperação total será adiada para o próximo ano.

Os tanques de armazenamento em todo o Golfo estão com cerca de 50% a 60% da capacidade, portanto, se o tráfego de petroleiros pelo estreito não se recuperar no curto prazo, os produtores precisarão reduzir a produção, e a recuperação total será adiada para o próximo ano.

analistas da consultoria Rystad Energy

Até o momento, não há confirmação sobre a origem do projétil nem indícios de danos ambientais significativos. As autoridades iranianas ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso. O mercado permanece atento a novos comunicados das agências marítimas e a eventuais declarações do governo americano nas próximas horas.

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