Produtores de soja em Mato Grosso e Goiás iniciam o plantio da safra 2026/27 a partir de 20 de setembro, após o término do vazio sanitário. A estratégia principal envolve o manejo integrado de biodefensivos para controlar ferrugem asiática, percevejo-marrom e nematoides, com o objetivo de reduzir prejuízos que chegam a bilhões de reais por safra e preservar a produtividade das lavouras.
Desafios fitossanitários no início do ciclo
A ferrugem asiática, o percevejo-marrom e os nematoides representam ameaças constantes que comprometem o sistema radicular e a absorção de água e nutrientes pelas plantas. Especialistas alertam que o planejamento desde o começo da safra evita custos elevados com controles emergenciais e garante maior eficiência operacional ao longo do ciclo.
Integração de biodefensivos no manejo
Produtos como No-Nema, à base de Bacillus amyloliquefaciens, e RizoForte, formulado com Purpureocillium lilacinum, são recomendados para aplicação no tratamento de sementes, sulco de plantio ou via foliar. Essas soluções biológicas de alta tecnologia são compatíveis com programas que combinam agroquímicos e fortalecem a planta desde a raiz, conforme orientações da Embrapa, do Consórcio Antiferrugem e da Sociedade Brasileira de Nematologia.
Iniciar o ciclo com um planejamento estratégico consolidado proporciona um ganho de tempo de resposta e otimiza os investimentos operacionais, evitando os altos custos de um controle emergencial. O foco é integrar as ferramentas biológicas ao manejo, associando as soluções biológicas de alta tecnologia que fortalecem a planta desde a raiz.
Jhonatan Coradin
O engenheiro agrônomo Jhonatan Coradin, gerente de Desenvolvimento de Mercado da Vittia, destaca que o manejo integrado não significa escolher apenas um método, mas aplicar a ferramenta adequada no momento certo para cada desafio da lavoura.